André Barcinski

Uma Confraria de Tolos

 

Hoje é dia de dar parabéns aos Ratos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se conseguir me livrar do trabalho a tempo, não perco hoje de jeito nenhum o show de aniversário de 30 anos do Ratos de Porão no Hangar 110, em São Paulo.

Não só gosto pacas dos discos do Ratos, mas tenho uma admiração muito grande pelo João Gordo.

Sou fã do João de longa data. Acho o sujeito uma das figuras pop mais bacanas do Brasil. Um cara que conseguiu envelhecer sem virar um bunda mole, um punk que descobriu que a melhor maneira de enfrentar o sistema é esculhambá-lo por dentro.

Sempre admirei o fato de o João conseguir equilibrar duas carreiras tão diferentes.

Com o Ratos, faz música extrema e toca nas quebradas mais cabulosas dos subterrâneos do rock.

Ao mesmo tempo, trabalha para a TV Record, num programa de apelo popular, o “Legendários” (que eu nunca vi).

Acho que o João só conseguiu isso porque nunca mudou seu jeito de pensar e de agir.

Claro que ele amadureceu muito. Hoje, parece ter a consciência de que não pode agir da mesma maneira nas duas “carreiras”. É pai de família e precisa sustentá-la.

Ao mesmo tempo, nunca abdicou do seu jeito de ser, nunca virou um produto. Foi a TV aberta que mudou ao chamar o João, não o contrário.

Para melhorar, é um dos melhores contadores de histórias que conheço. Da última vez que o encontrei, ele descreveu uma visita à casa de INRI Cristo e eu quase passei mal de rir.

Gosto de lembrar que, de certa maneira, tive uma pequena participação na entrada do João na mídia.

Em 1992 eu trabalhava no saudoso “Notícias Populares” e o jornal procurava um personagem para ajudar na cobertura do GP Brasil de Fórmula 1.

Não queríamos fazer uma cobertura “normal”. Os leitores do NP não pareciam ter o menor interesse por análises dos carros e das técnicas dos pilotos.

Queríamos mostrar os bastidores: a mulherada que chovia em cima de pilotos e mecânicos, as periguetes que exibiam as formas no autódromo, os detalhes dos boxes que as equipes não queriam mostrar.

A entrevista de emprego que fizemos com o João foi a mais curta da história:

“João, o que você conhece de Fórmula 1?”

“Porra nenhuma!”

“Tá contratado!”

Passei uns dez dias com o João no autódromo. Nunca vou esquecer.

Revelamos os segredos da pior equipe do mundo, uma tal de Andrea Moda, que nem se classificava para as corridas e cujos mecânicos só viajavam atrás de mulheres.

Fizemos um ranking de gostosura das mulheres dos pilotos (não me lembro quem ganhou, mas sei que Nigel Mansell foi o último colocado).

Achamos um playboy de Ribeirão Preto que estava pegando a única “pilota” da categoria, a italiana Giovanna Amati. O sujeito era tão cara-de-pau que não só nos deu a letra de quando iria levá-la ao motel, o que rendeu belas fotos, como ainda assinou a reportagem sobre a noite romântica com o nome de “Ricardão da Giovanna”.

Por fim, conseguimos uma entrevista com Nigel Mansell (Senna deu piti e não quis falar, o que fez João declarar, no jornal, seu apoio a Mansell), em que João começou o papo com a frase: “Hello, Cornell Mansell!”

E João foi pé-quente: Senna abandonou e Mansell ganhou a prova.

Escrito por André Barcinski às 09h03

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Dê outra chance ao Almodóvar

Confesso que já tinha desistido de Pedro Almodóvar.

Os últimos filmes do espanhol me pareciam, cada vez mais, dirigidos por algum imitador de segunda categoria.

Eram filmes pouco inspirados, aparentemente feitos no piloto automático, que diluíam o estilo do cineasta.

Por isso foi uma surpresa tão boa ver “A Pele Que Habito”.

Pela primeira vez, Almodóvar faz um filme de horror. No seu estilo, claro, misturando kitsch à Jean-Paul Gaultier, melodrama mexicano e inúmeras referências a outros filmes.

Antonio Banderas faz o Dr. Ledgard (que nome ótimo!), um cirurgião plástico renomado.

Numa cela luxuosa em sua mansão, Ledgard mantêm aprisionada uma linda mulher (Elena Anaya).

Num “flashback”, o diretor conta a história da mulher e da obsessão de Ledgard por ela. Contar mais seria estragar a surpresa – e a surpresa é muito boa.

“A Pele Que Habito” traz algumas influências óbvias: “Frankenstein”, “Olhos Sem Rosto”, o clássico de terror fetichista de Georges Franju e, principalmente, o “Dr. Phibes” de Vincent Price, personagem clássico do cinema de horror dos anos 70, um Frankenstein moderno que tenta reconstruir a saudosa mulher amada.

Lembrei muito também de outro grande filme de obsessões criminosas: “Ensaio de um Crime (A Vida Criminal de Archibaldo de La Cruz)”, que Luis Buñuel dirigiu no México, em 1955. O Ledgard de Banderas tem o mesmo verniz de civilidade e sofisticação que o enigmático Archibaldo.

Enfim, acho que Almodóvar conseguiu dar um gás em uma carreira que, pelo menos para mim, já parecia num caminho sem volta de autorreferência e preguiça. Não posso esperar pelo próximo.

Escrito por André Barcinski às 08h42

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Tucanos talibãs vs. petistas xiitas: quem ainda agüenta essa briga?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil está ficando insuportável. A gente não consegue mais discutir nada sem que o assunto não enverede pelo sectarismo partidário.

 

Nesse lugar cada vez mais burro e intolerante, qualquer opinião é desprezada a priori e enterrada num fosso ideológico.

 

O negócio é escolher o lado, juntar-se aos amigos, e apedrejar quem não concorda com você.

 

Dois assuntos importantes dos últimos dias – a doença de Lula e a ocupação da reitoria da USP – provaram, mais uma vez, que a maioria prefere matar o mensageiro a discutir a mensagem.

 

O câncer de Lula virou uma batalha de mau gosto nas redes sociais, com manifestações preconceituosas e elitistas.

 

Uma pena. Porque o caso, se discutido com a razão e não com a jugular, poderia servir de exemplo da necessidade de melhoria de nosso sistema de saúde.

 

Que mal há em sugerir aos servidores públicos que utilizem os serviços pelos quais são responsáveis?

 

O problema, no caso de Lula, foi não estender a sugestão a todos os políticos, independentemente de partidos.

 

Eu adoraria ver o ex-presidente se tratando no SUS, assim como o Alckmin indo para o palácio espremido num vagão de metrô ou parado no trânsito da mesma Marginal que ele prometeu que nunca mais alagaria.

 

Eu poderia morrer feliz depois de ver o Kassab entrando na prefeitura de peruca, boné e óculos escuros, pedindo um alvará para uma loja, e depois acompanhá-lo sendo achacado por uma romaria de fiscais.

 

Sobre a invasão a USP, falta bom senso aos dois lados.

 

Acho que é possível ser a favor de um maior policiamento no campus - que há muito sofre com roubos e crimes - sem ser um reaça da Opus Dei.

 

Acho que é possível ser contra prender pessoas – qualquer pessoa, não só alunos da USP – por fumar maconha, sem ser um anarquista doidão.

 

Acho possível concordar com Gilberto Dimenstein, que classificou os invasores da reitoria de “delinqüentes mimados”:

 

“O que estamos vendo na USP não tem nada de político ou ideológico. É apenas delinquência. Não existe nenhuma causa. Não representa nem remotamente aquela comunidade universitária.”

 

E acho que é possível concordar com meu amigo André Forastieri, que escreveu sobre a crescente militarização de São Paulo pelo governo tucano e o assustador apoio de parte da população:

 

“Existem muitos paulistas que têm algo a perder e, inseguros, anseiam pela tutela de um pai rigoroso, que dite as regras, contenha miseráveis e pardos à distância, e nos puna exemplarmente em caso de mínima infração.”

 

Só não tenho mais paciência para discutir, porque cansei de ser reduzido a um estereótipo por revoltadinhos do Twitter.

 

E tome opinião pronta, soberba, arrogância, mentiras e boatos transformados em fato.

 

Hoje mesmo, recebi e-mails de pessoas GARANTINDO que o DCE está ligado a um grupo de traficantes de uma favela próxima a USP, e outro e-mail GARANTINDO que a reitoria está fazendo uma lista de alunos que são reconhecidos nas manifestações, para expulsá-los depois.

 

É muita verdade absoluta para o meu gosto.

Escrito por André Barcinski às 09h02

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Dez músicas para esquecer o indie-fofo

O leitor Arnaldo P. pediu sugestões de bandas para quem não agüenta mais o indie-fofo.

 

Aqui vai uma lista de bandas e músicas que gosto de ouvir para lembrar que música não precisa ser tão bunda mole.

 

Atenção: essa é uma lista pessoal. Não recomendo e não estou sugerindo a ninguém trazer nenhuma dessas bandas para nenhum festival.

 

Faça a sua lista e compare.

 

The Cramps – Tear It Up

Dá vontade de chorar ao saber que essa banda não existe mais. Olha aí Lux trepando com as caixas de som.

Quem Lux & Ivy deveriam encontrar num beco escuro: She & Him

 

Melvins – Honey Bucket

Difícil escolher uma música só do LP “Houdini”, mas acho que essa é a campeã absoluta.

Quem o Melvins deveria encontrar num beco escuro: OK Go

 

Slayer – Angel of Death

Eu sei, é muito manjada, mas “Angel of Death” continua brutal. Essa versão ao vivo é legal, mas ainda prefiro a de estúdio, com aquele grito do Tom Araya no início, parecendo um cabrito sendo sodomizado por um rinoceronte.

Quem o Slayer deveria encontrar num beco escuro: Peter, Bjorn & John

 

Kyuss – Green Machine

Stoner rock classic, com um Josh Homme novinho. Cabuloso. E toca em São Paulo domingo.

Quem o Kyuss deveria encontrar num beco escuro: We Are Scientists

 

Sunn O))) - It Took the Night to Believe

Depois de um indie bem fofinho e inofensivo, nada como deitar na frente das caixas e ouvir o ambient do capeta, cortesia de Sunn O))).

Quem o Sunn O))) deveria encontrar num beco escuro: Moldy Peaches

 

Sleep – Holy Mountain

Poucas bandas sabotaram tanto a própria carreira quanto o Sleep . Esses decanos do stoner metal foram expulsos da gravadora ao entregar um disco formado por uma única música, de uma hora de duração. Achei na web esse clipe feito por um fã, que juntou a música “Holy Mountain”, do Sleep, com um trecho do filme “Holy Mountain”, do alucinado Alejandro Jodorowsky.

Quem o Sleep deveria encontrar num beco escuro: Slow Club

 

Lightning Bolt – Dracula Mountain

Um baixo e uma bateria. Só. É o Lightning Bolt, que só conheço de discos e clipes ao vivo, cada um mais sensacional que o outro. Como esse, gravado numa festa de Halloween.

Quem o Lightning Bolt deveria encontrar num beco escuro: Camera Obscura

 

Neil Young & Crazy Horse – Fuckin’ Up

Quatro caipiras enfezados. Sai da frente, fofice!

Quem Neil Young & Crazy Horse deveria encontrar num beco escuro: Magic Numbers

 

Killing Joke – Wardance

Já tive a sorte de ver isso aí ao vivo, e é de outro mundo. Jaz Coleman conhece muito bem os perigos do indie-fofo, tendo fugido para a Islândia para “escapar do britpop”.

Quem o Killing Joke deveria encontar num beco escuro: Gang Gang Dance

 

Plasmatics – obra completa

Alguém já disse que Wendy O. Williams era uma versão de saias de Sid Vicious. Injusto. Sid Vicious era um indie-fofo perto de Wendy O. Williams. Veja essa coletânea de imagens dos Plasmatics e confira.

Quem Wedy O. Williams deveria encontrar num beco escuro: A Banda mais Bonita da Cidade

 

Escrito por André Barcinski às 01h29

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Planeta Tédio, parte 2: o que funcionou e o que não funcionou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu estava tão anestesiado de sono pelo Bombay Bicycle Club que nem lembrei de citar algumas coisas que me chamaram a atenção sobre o Planeta Terra.

 

Para começar, vamos aos pontos positivos do festival:

 

O local: OK, poucas coisas são menos rock and roll que parque de diversões. Mas prefiro ir a um show no Playcenter do que na maioria dos lugares por aí.

 

O acesso é fácil e descomplicado. Você encontra táxis e chega rapidamente em casa, sem precisar vagar pela Terra tal qual um peregrino, como ocorre na Chácara do Jockey, Morumbi, etc.

 

A organização: acho impossível evitar filas em banheiros. Mas as do Planeta Terra eram suportáveis. O atendimento nos bares também era bom e rápido.

 

O esquema com dois palcos ajuda a manter a pontualidade dos shows, outro ponto positivo.

 

O som: Ninguém tem do que reclamar. Nos dois palcos, estava excelente.

 

Agora, ao que não funcionou:

 

Além das bandas, que já citei no post de ontem, o que mais me incomoda nesse festival é a overdose de estímulos publicitários.

 

Era tanta placa, tanto anúncio, tanta promotora fantasiada, que mais parecia a 25 de Março em véspera de Natal.

 

Era impossível andar cinco passos sem ser bombardeado por alguma campanha de marketing. Só faltou uma gravação acionada pela descarga dos banheiros: “Esse xixi é um oferecimento do diurético Cachoeirinha...”

 

Ah, e será que alguém poderia fazer o favor de proibir o uso da palavra “sustentabilidade” em shows de rock?

 

Sobre a escalação das bandas, tem uma coisa que eu realmente não consigo entender.

 

Digamos que você seja o manda-chuva do evento e tenha contratado uma banda de peso, como Smashing Pumpkins ou Strokes.

 

Ora, com o Strokes na mão, você já garantiu lotação esgotada e todo o estoque de VIPs do Brasil.

 

Se você já tem ingressos esgotados e a área VIP lotada de bem nascidos com seus copinhos de uísque na mão, por que não escalar bandas boas de verdade para quem só está atrás de boa música?

 

Isso foi objeto de amplos debates com amigos durante os shows. Fizemos até uma lista, que tento reproduzir de memória, com bandas que habitam a mesma seara indie do festival. Imagine o Strokes de headliner, acompanhado de:

 

Wilco, Flaming Lips, PJ Harvey, Sigur Rós, Pulp, Suede, Arctic Monkeys, Grinderman, Jane’s Addiction, TV on the Radio, Big Audio Dynamite, Fleet Foxes, Portishead, Battles, Killing Joke, The Jim Jones Revue, Sebadoh, Explosions in the Sky, My Morning Jacket, Superchunk, Death from Above 1979, Wire, Mogwai, Les Savy Fav, Swans, Sufjan Stevens, Deerhunter, Warpaint…

 

Tem banda desconhecida aí no meio? Claro que tem. Mas nenhuma mais que o Bombay Bicycle Club, garanto.

Escrito por André Barcinski às 08h56

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Planeta Tédio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deve ser estratégia de marketing: escalar um monte de bandas tão chatas, mas tão chatas, que o público passa o tempo todo tuitando ou respondendo e-mails no celular. Afinal, o festival é patrocinado por empresas de Internet e telefonia, certo?

 

O Planeta Terra 2011 será para sempre lembrado - pelo menos por mim - como “o show do Strokes com um monte de coisa chata antes”. Nunca vi tanta gente conversando durante um festival. Foi a maior sala de chat do planeta Terra. Sem trocadilho.

 

Sejamos justos: algumas bandas não eram ruins, mas inadequadas às circunstâncias.

 

Por que escalar Broken Social Scene e Interpol, dois grupos obviamente talentosos, para tocar num palco gigante como aquele? Não funcionou.

 

Durante o show do Interpol, fiquei discutindo – confesso, até eu fiquei batendo papo - com um amigo: será que uma banda como o Interpol, que é sabidamente sorumbática e orgulhosa disso, não é capaz de adequar sua performance de palco às circunstâncias de um show grande?

 

Ninguém está pedindo para o vocalista dar uma de Axl Rose e sair pulando na platéia. Mas custava um pouco de interação? Daria muito trabalho demonstrar algum prazer de estar ali?

 

Entendo que boa parte do apelo do Interpol seja a cara de chuchu azedo de seus integrantes, um artifício que os fãs preferem chamar de “estilo” mas que, para 98% do público, soou como pedantismo mesmo.

 

Como eu tinha de escrever sobre o Interpol para a Folha, acabei só vendo cinco minutos do Goldfrapp, a banda que eu realmente estava esperando. Mas os relatos dos colegas não foram muito animadores.

 

Depois de terminar o texto sobre o Interpol, consegui ver meia hora de uma das experiências mais soporíferas de minha vida, o show do Beady Eye.

 

A essa altura, a sala de chat já se estendia até a beira do palco, onde multidões batiam papo distraidamente enquanto Liam Gallagher tocava um lado Z do Oasis atrás do outro.

 

Mas o pior ainda estava por vir.

 

Algum chefe, que certamente não vai muito com a minha cara, me escalou para escrever sobre um estrupício chamado Bombay Bicycle Club.

 

O BBC, como é chamado pelos cinco fãs que tem no mundo, é uma dessas bandas indies fofinhas, que fazem clipes em que aparecem em meio a celebrações de alegria coletiva, como pirâmides humanas e dancinhas divertidas em um salão de karaokê.

 

O som é indie-fofo-genérico, tocado por uns cururus criados a Toddy morno. Tudo muito simpático e bonitinho. Tão bonitinho que fiquei tendo visões em que o Mastodon descia do céu e esmagava os integrantes do Bombay Bicycle Club.

 

No meio do Bombay Bicycle Club, o público começou a fugir para o show do Strokes. Parecia que alguém tinha lançado um saco de antraz no chão. Foi uma verdadeira debandada.

 

O tal do Bombay foi tão chato que nem agüentei ver o Strokes. Estava com a garganta esfolada de tanto bater papo e sonhando com um hambúrguer e uma cama quentinha. Pelo menos vou dormir bem depois desses shows. Obrigado e bons sonhos.

Escrito por André Barcinski às 03h40

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PERFIL

André Barcinski André Barcinski, é crítico da Folha, diretor e produtor dos programas "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Preliminares", no Canal Brasil, e co-apresentador do programa "Garagem", na Rádio UOL.

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