André Barcinski

Uma Confraria de Tolos

 

Comendo um X-salada com Tom Araya

 

 

 

 

 

 

 

Enterro de anão, cabeça de bacalhau, prestação de contas da Copa do Mundo...

São verdadeiras lendas. Mitos que o povão desconfia que existem, mas que ninguém nunca viu.

A esse grupo, gostaria de adicionar mais um item: a rodoviária feliz.

Surpreso? Então responda: você já viu, em qualquer lugar do mundo, uma estação de ônibus limpinha, bem cheirosa, com funcionários sorridentes e passageiros satisfeitos? Eu não.

No ranking de lugares mais deprimentes do planeta, a rodoviária – ou qualquer ponto de parada de ônibus - vem logo depois de cemitérios e hospitais, e pouco à frente de praças de alimentação de shoppings.

Em décadas andando de ônibus pelo Brasil e vários países do mundo, já vi de tudo. Mas nada que se compare à parada próxima a Ubatuba, na linha Angra dos Reis – São Paulo. É uma experiência única.

O que chama a atenção, de cara, é o asseio dos funcionários.

O chapeiro do lugar parece o Tom Araya, do Slayer. Da última vez que estive lá, ele preparava os sanduíches do pessoal usando uma regata, que deixava à mostra braços, peito e costas mais cabeludos que os do Tony Ramos. Uma beleza.

E o banheiro? Lembra de “Seven – os Sete Pecados Capitais”? Pois é, o sanitário deve ter sido inspirado nos cenários do filme: escuro, cheio de infiltrações, todo pichado e com cheiro de IML. A água que sobrava nas paredes faltava nas torneiras, completamente secas.

Eu, que já conheço o lugar, me divirto vendo a cara de pavor dos passageiros estreantes. É como entrar num trem-fantasma.

Há algumas semanas, prestei socorro – é a palavra certa – a duas turistas australianas, que tentavam se comunicar com Tom Araya. As coitadas queriam explicar ao chef que eram vegetarianas.

“Elas não comem carne”, eu disse. “Tem alguma salada que elas podem pedir?”

“Salada não tem. Tem o X-salada!”, respondeu o Ferran Adrià da Rio-Santos.

“Você não pode pegar o queijo e a salada do X-salada e colocar num prato para elas?”

Era exigir demais do Tom. Vi uma fumacinha saindo das orelhas dele, enquanto processava a informação...

"E o que eu faço com a carne?”

Dizer exatamente o que me veio à cabeça naquele instante poderia me custar a própria cabeça. Fiquei quieto.

A solução foi pedir para ele fazer o X-salada completo e depois jogar fora a carne.

Tom Araya é brasileiro e não desiste nunca.

Escrito por André Barcinski às 08h46

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"Quiz" do Rock in Rio: você é rockstar ou groupie?

 

 

 

 

 

 

 

 

Anteontem me vi, pela primeira vez em quase um ano, dentro de um shopping. E foi por obrigação: o escritório do Detran ficava no terceiro andar.

 

Para matar o tempo, acabei numa lanchonete de fast food. Sorte. Se não fosse por isso, nunca teria posto os olhos no “Quiz do Rock in Rio”, uma brincadeira divertida que veio junto com as batatas fritas.

 

Todos que gostam de música deveriam fazer o questionário. Ele diz muito sobre o atual estado do rock e seu significado na cultura pop de hoje.

 

A primeira pergunta dá uma boa idéia do tom geral:

 

“Qual a parte do corpo mais citada no rock?”

 

As respostas: “dedinho do pé”, “olhos”, “joelho” e “pescoço”.

 

Senti falta dos órgãos genitais, mas, levando em conta que a rede de fast food atende a crianças, entendi a opção.

 

A pergunta seguinte me deixou cabreiro: “Em qual cidade nasceu o grunge?”

 

Aqui rolou uma pegadinha: havia a opção “Seatle”, mas não poderia ser a correta, já que faltava um “T”. As outras opções eram “Lapônia”, “Vladivostok” e “Grungelândia”. Será que existiu uma cena grunge em Vladivostok e a gente não sabia? Onde fica a Grungelândia?

 

Outra pergunta interessante: “Em que década nasceu o punk rock?”

 

Das quatro respostas possíveis, três eram banais – “60”, “70” ou “80”-, mas a última levantava uma questão metafísica complexa:

 

“O punk rock não nasceu ainda”. Uau.

 

Mas a pergunta mais impactante e que suscita debates profundos – dessa vez sobre religião – era a seguinte: “No mundo do rock, o que é um mosh?”

 

Em meio a opções como “pular do palco”, “rodinha punk” e “dizer sim com a cabeça freneticamente”, havia uma possibilidade interessantíssima:

 

“Mosh é o nome, em inglês, do cara que abriu o mar”.

 

Está desvendado o mistério: Moisés abriu o Mar Vermelho para que seus fãs pudessem pular do palco sem se molhar. Impressionante.

 

O mais divertido do quiz é conferir sua pontuação.  Quem acerta tudo é “rockstar”; quem erra tudo é “groupie”.

 

Faz sentido: se você não sabe nada de rock, pode começar a dar pra banda e aprender tudo in loco.

Escrito por André Barcinski às 22h41

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Godspeed, R.E.M.!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O R.E.M. acabou. Acho que foi a banda mais duradoura da cena alternativa.

 

Outros – Stones, AC/DC, Aerosmith – estão aí há mais tempo, mas hoje são muito mais empresas que bandas, paquidermes rastejando pelo planeta para aproveitar os últimos dólares do trem da nostalgia.

 

O R.E.M., não. Sempre pareceu uma banda de verdade.

 

Os três – Stipe, Buck, Mills – sempre estiveram envolvidos com outros projetos, tocando com outras pessoas, lançando discos novos . Enfim, sendo artistas.

 

Dos três, gosto especialmente de Peter Buck. Já o entrevistei algumas vezes, e ele sempre me pareceu um obcecado por música. Li uma entrevista dele, há pouco tempo, em que contava como ficou emocionado ao entrar no estúdio onde o Kinks gravou “Waterloo Sunset”.

 

Recentemente, a revista inglesa “Mojo” fez uma reportagem sobre os 25 anos de “The Queen Is Dead”, o disco clássico dos Smiths.

 

A edição trazia uma entrevista de Buck, em que ele falava da relação entre as duas bandas e de como Johnny Marr costumava dizer que eles eram “os Stones e os Beatles daquela geração”.

 

Incrível, mas eu nunca havia parado para pensar que essas duas bandas extraordinárias foram, de fato, contemporâneas.

 

Porque o Smiths acabou há um tempão, está morto e enterrado, enquanto o R.E.M. só fez crescer nesse último quarto de século.

 

Talvez, por isso, eu não tenha ficado tão surpreso assim ao ler sobre a separação do R.E.M. Trinta anos é tempo demais. Especialmente para uma banda que sempre buscou o novo e nunca apelou ao saudosismo.

 

Para semana que vem, vou preparar uma lista com as maiores canções da banda. Não vou fazer isso correndo. São tantos discos e tanta música boa, que é melhor fazer com calma.

Escrito por André Barcinski às 15h32

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Um papo com Chrissie Hynde

Se alguém precisa escrever uma autobiografia, é Chrissie Hynde. A mulher teve uma vida e tanto.

 

Anota aí: Chrissie saiu de Akron, Ohio, onde estudava com o pessoal do Devo. Frequentou a Universidade Kent State e, em 1970, presenciou as tropas de Nixon matando quatro estudantes no campus, no episódio que originou a música “Ohio”, de Neil Young.

 

Depois foi para Londres, onde testemunhou o nascimento do punk, tocou com Mick Jones, foi expulsa de uma banda que depois viraria The Damned, namorou o célebre jornalista Nick Kent – que contou suas histórias no livro “Apathy for the Devil” – e quase casou com Sid Vicious para conseguir o passaporte inglês.

 

Como se não bastasse, inventou o pop punk com o Pretenders, fez sucesso mundial, gravou inúmeros clássicos, perdeu dois integrantes de overdose, casou e teve uma filha com Ray Davies, do Kinks, casou e teve uma filha com Jim Kerr, do Simple Minds, é amiga íntima de Paul McCartney e vegetariana radical.

 

Agora, aos 60 anos – acredite - Chrissie Hynde está lançando no Brasil o CD e DVD “Pretenders: Live in London”, gravado em um dos últimos shows da turnê do disco “Break Up the Concrete”.

 

Entrevistei Chrissie Hynde para a Folha. Aqui vai a íntegra do papo:

 

- Alô, aqui é a Chrissie. Em primeiro lugar, desculpe pelo atraso, sei que deveria ter ligado meia hora atrás. Mas você é brasileiro, não? Brasileiros estão sempre duas horas atrasados, então acho que você me perdoa, certo?

 

- Claro. Além dos atrasos, você sente falta de mais alguma coisa do Brasil?

- Eu adorei passar uns tempos aí. Gostei muito de São Paulo. Morei num apartamento muito bonito, bem antigo, na Avenida São Luís, próximo ao Copan. Eu adorava a agitação de São Paulo, aquela massa de pessoas andando nas calçadas. Espero poder voltar logo para visitar...

 

- Como a passagem pelo Brasil te influenciou musicalmente?

Influenciou muito. Especialmente ver músicos como o Moreno Veloso, o Domenico e o Kassin. Eu não conhecia quase nada de música brasileira, mas fiquei espantada com a riqueza, os ritmos e a qualidade descontraída, quase etérea, da música deles. Ainda estou absorvendo tudo que aprendi com aqueles caras. Sabe outra coisa que me impressionou? A calma deles. Nunca vi caras tão calmos. Aliás, eles eram tão calmos, que às vezes parecia que iam parar de respirar.

 

- Do que você sente mais saudades do Brasil?

- Do açaí. É impossível achar um igual na Europa.

 

- Como uma americana exilada em Londres, como você vê os Estados Unidos, hoje?

- Estamos rapidamente nos tornando um país de Terceiro Mundo, com muita pobreza e a economia em colapso, enquanto o Brasil, por exemplo, está crescendo. Não gostam muito quando eu falo isso, mas é a verdade.

 

- O que você está fazendo no momento? Está em turnê com o Pretenders?

- Estou meio que de férias. Acabamos uma turnê com o Blondie pela Austrália e agora estamos planejando nosso futuro. Não gosto de excursionar demais, preciso tirar umas férias de vez em quando para recarregar as energias. Se você fica na estrada tempo demais, acaba fazendo shows no piloto automático, ou então fica exausto e começa a fazer shows de merda. E o público não quer saber de bandas entediadas em cima de um palco. Sempre achei isso uma merda. Já vi muita banda de junkie tocando, e minha reação sempre foi a mesma: quer se drogar, quer ficar doidão, então saia do palco, porque aí não é lugar para você.

 

- Podemos falar um pouco sobre o CD/DVD “Pretenders: Live in London”? Acabei de ver o DVD e gostei muito, especialmente pelo fato de as câmeras não ficarem se movendo tanto pelo palco. Acho que isso permite ver melhor a performance da banda.

- Eu fiquei bem contente com o DVD. Não agüento esses DVDs em que as câmeras ficam voando por cima da banda. Quando vejo um show, gosto de ter uma imagem geral do grupo, gosto de ver como os músicos se comportam em cima de um palco. E existem poucas coisas no mundo que odeio mais do que me ver numa foto ou filmagem, então o fato de eu ter gostado desse DVD diz muito. Não consigo acreditar nas bandas que gostam de ter um telão do lado do palco, mostrando tudo em detalhes. É uma coisa meio megalômana.

 

- Você já não se habituou a ver sua imagem por aí?

- Acredita que não? Eu realmente não gosto. O Pretenders nunca foi uma banda ligada em imagem.

 

- Mas você é um ícone do rock. Não há uma festa sem uma menina te imitando...

- Ah, vai, cara, não começa! Eu, ícone fashion? Você só pode estar brincando. Eu sou apenas uma ex-garçonete de Ohio que teve muita sorte na vida. Continuo me vestindo exatamente como há 40 anos, quando ia a shows e sonhava em ter uma banda. Sou a pessoa menos fashion do mundo.

 

- Você completou 30 anos de carreira com o Pretenders. Como você compara a cena musical de hoje com a da época em que você começou? Hoje é mais fácil ou mais difícil ter uma banda?

- Bom, se a sua idéia é só gravar e colocar sua música de graça na Internet, é mais fácil hoje, claro. Mas acho que muitas bandas não têm tempo de amadurecer na estrada, e isso é horrível. Antes de eu montar o Pretenders, devo ter feito uns 200 ou 300 shows com outras bandas. Mesmo assim, nos primeiros shows do Pretenders, ficava em pânico. Imagina alguém que faz sucesso de uma hora para outra e, de repente, se vê num palco gigante? Deve ser aterrorizante. Há outra diferença básica entre a cena dos anos 70: você podia ser feio e, mesmo assim, ter uma banda. Hoje, todo mudo parece modelo.

 

- Qual era sua ambição, quando você começou?

- Eu só tinha uma: não queria ser garçonete.

Escrito por André Barcinski às 00h03

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“Glastonbury”, ou por que festivais de rock são uma roubada

 

 

 

 

 

 

 

 

Finalmente consegui ver “Glastonbury”, o documentário de Julian Temple sobre o famoso festival inglês.

 

Depois de duas horas de lama, barracas de camping, mais lama, dezenas de clipes de shows, lama, ingleses bebendo cerveja quente, banheiros químicos e, para terminar, mais um pouco de lama, concluí: festival, nunca mais.

 

Veja bem, não estou criticando quem vai. Se eu tivesse 20 anos, certamente estaria contando as horas para o Rock in Rio, SWU e afins.

 

Mas acho que o conceito de festivais está totalmente superado. Pelo menos no modelo vigente, idêntico ao dos anos 60.

 

Antigamente, fazia sentido reunir dezenas de grupos no mesmo lugar. Com um ingresso só, você conseguia ver diversas bandas de uma vez. Era uma oportunidade única.

 

Mas hoje, com a facilidade de locomoção e a extrema profissionalização do mercado de shows, as bandas excursionam muito mais. A chance de ver um artista é bem maior que há 15 ou 20 anos. Mesmo para quem mora no Brasil.

 

E convenhamos: descampado não é lugar de show.

 

Fiz uma lista imaginária dos melhores shows que presenciei. Nenhum deles – nenhum mesmo - aconteceu em festival. E olha que já fui a muitos.

 

Mesmo os ótimos shows que vi em megaeventos - Neil Young na Argentina, Radiohead em São Paulo – teriam sido infinitamente melhores se realizados em condições mais civilizadas.

 

Entendo por que um público ligado em grandes nomes – Metallica, Elton John – curte um evento como o Rock in Rio. Mas quem é fã de música mais alternativa sempre sofre nesses festivais.

 

Por exemplo: eu queria ver o Black Rebel Motorcycle Club no SWU ou Mike Patton cantando música italiana no Rock in Rio.

 

Mas já sei o que vai acontecer: serão horas para chegar ao local, uma exorbitância para estacionar, filas para entrar, filas para comprar bebida, bebida quente, banheiros imundos, placas de publicidade até dentro do mictório, e cartazes com algum modelinho imberbe fazendo pose de roqueiro e vendendo um aparelho de celular.

 

As bandas menores sempre tocam por menos tempo do que deveriam e com som longe do ideal. Na hora do show, inevitavelmente vai parar algum paraquedista do teu lado, gritando “Metallica, porra!” ou xingando o Mike Patton porque ele não cantou “Epic”.

 

Festival não é para quem gosta de música, é para quem gosta de festival.

 

Existem exceções?

 

Quem já foi ao ATP – pequeno, com bandas incríveis – diz que é o máximo. Planejo ir algum dia.

Escrito por André Barcinski às 00h01

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O mistério do Fusca Fantasma

Uma das vantagens de surfar o mundo virtual é poder retomar contato com pessoas que você não vê há muito tempo.

 

Meu amigo Renato Nogueira, por exemplo: trabalhei com ele no jornal Tribuna da Imprensa, há mais de 20 anos. Depois disso, nossos encontros se limitaram a raros acenos na arquibancada do Maracanã.

 

Por causa deste blog, acabamos restabelecendo contato .

 

O curioso é que os papos – virtuais, claro – parecem ignorar o hiato de 20 anos. Você simplesmente volta a falar como se tivesse encontrado a pessoa ontem.

 

Esses reencontros cibernéticos também despertam memórias que você esqueceu em algum HD interno.

 

“Lembra daquele episódio do Fusca?”, escreveu Renato, em uma de nossas últimas trocas de e-mails.

 

Em uma fração de segundo, a história voltou à minha memória, tão clara como se tivesse acontecido há poucos minutos.

 

Certo dia, a editora da seção de cultura, onde trabalhávamos, convidou os repórteres para um jantar na casa dela.

 

Na saída, Renato, que tinha um Fusca, se ofereceu para dar carona aos amigos de redação. Três pés-rapados, incluindo eu, aceitaram a oferta.

 

Quando chegamos ao Fusca, o choque: o carro não tinha banco. Algum malaco tinha roubado todos os bancos do Fuscão.

 

Já era tarde da noite. Naquela época pré-celular, não havia jeito de chamar reboque. Resolvemos tentar mesmo assim.

 

Aqui, há uma discordância: Renato diz que usamos uma lata de tinta. Minha memória é diferente: lembro de ir a um bar e pedir ao balconista uma lata vazia de óleo de soja, dessas de 15 ou 20 litros.

 

De qualquer maneira, a verdade é que Renato dirigiu sentado numa lata. Os três passageiros foram sentados no chão do Fusca, segurando Renato para que ele não caísse.

 

Quem olhava da rua, via um Fusca andando sozinho, e ouvia gritos vindo do seu interior. Um Volkswagen fantasma zunindo pelas ruas da zona sul carioca...

 

Espero, de coração, que você nunca precise dirigir um carro sem bancos. É uma das coisas mais difíceis do mundo.

 

A cada curva, Renato era arremessado para o lado, junto com a lata de óleo de soja, e a caranga ficava desgovernada. A cada partida, a lata tombava para trás.

 

Até hoje não sei como chegamos vivos.

 

Dia desses, escrevi ao Renato: “Vou contar a história do teu Fusca no blog. É tão ridícula que alguém certamente vai dizer que é mentira. Se isso rolar, por favor, escreva na seção de comentários, confirmando a história, ok?”

Por sinal, como vai o Fusca?

Escrito por André Barcinski às 08h56

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PERFIL

André Barcinski André Barcinski, é crítico da Folha, diretor e produtor dos programas "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Preliminares", no Canal Brasil, e co-apresentador do programa "Garagem", na Rádio UOL.

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