André Barcinski

Uma Confraria de Tolos

 

Você perde o emprego ou perde a piada?

 

 

 

 

 

 

 

Los Angeles, início dos anos 90.

 

Um amigo me convidou para fazer um frila: gravar locução em português para vídeos de empresas.

 

Os filmes, falados em inglês, deveriam ser adaptados para empresas brasileiras. E o salário era uma beleza. Topei na hora.

 

Na teoria, era simples: as locuções eram gravadas por cima do inglês, como na transmissão do Oscar, com o áudio original aparecendo por baixo. Ou seja: nem precisava dublar perfeitamente as vozes.

 

Moleza. Ou melhor: parecia moleza.

 

No dia marcado, cheguei ao estúdio e me surpreendi: era uma sala grande, com vários microfones.

 

Iríamos gravar dois vídeos naquele dia. O primeiro era um filme de instrução sobre os procedimentos de segurança de uma fábrica. Havia quatro personagens. Eu interpretaria o chefe de segurança, um coroa gordo e calvo chamado senhor Willoughby (nunca vou esquecer o nome!).

 

No filme, que não tinha mais de cinco minutos, o senhor Willoughby passeava pela fábrica e conversava com funcionários, dublados por outros três brasileiros.

 

Recebemos os textos ali, na hora. E foi então que percebi que a tarefa seria mais difícil do que eu imaginava. A primeira frase do meu personagem era:

 

“Olá! Eu sou o senhor Willoughby, e estou aqui para falar sobre os procedimentos de evacuação da fábrica no caso de um acidente.”

 

Comecei a rir sozinho. “Procedimentos de evacuação... evacuação... huh... huh...”

 

Não sei o que me deu. Pode ter sido a imagem do senhor Willoughby, que me lembrava um antigo inspetor do colégio, ou a estranheza de estar ali, com várias pessoas que eu nunca tinha visto antes, falando em “evacuação”. Mas o fato é que eu tive um acesso de riso incontrolável. Simplesmente não conseguia terminar uma frase sequer.

 

Os risos logo se misturaram ao pânico. Cada vez que se aproximava uma frase do senhor Willoughby, eu tentava conter as risadas, ficava ainda mais nervoso, começava a tremer e meus olhos ficavam cheios d’água. Claro que isso irritava os outros dubladores, e os olhares de reprovação deles só tornavam a experiência ainda mais sufocante.

 

Num determinado momento, o senhor Willoughby se dirigia a três funcionários de uma vez:

 

“Senhorita Williams, qual a primeira coisa a se fazer depois de acionar o alarme de incêndio?”

 

“Depois de acionar o alarme, todos os funcionários devem evacuar imediatamente!”, dizia a tal senhorita Williams.

 

“E o senhor, senhor Smith, qual sua função como chefe do setor?”

 

“Preciso me certificar de que todos os funcionários evacuaram de acordo com o plano, senhor Willoughby. A sala precisa estar completamente evacuada!”

 

“E depois de evacuar a fábrica, qual o procedimento, senhor Collins?”

 

“Depois de evacuar, todos os funcionários devem se dirigir ao estacionamento e formar filas por setor de trabalho, senhor Willoughby”, respondia o senhor Collins.

 

No sufoco, conseguimos terminar o primeiro vídeo.

 

Mas o segundo era pior ainda.

 

Tratava-se da apresentação de uma empresa de gerenciamento de RH, ou coisa que o valha. O slogan da firma era mais ou menos assim: “We help your business grow”, que algum gênio havia traduzido como: “Nós fazemos o seu negócio crescer”.

 

Todas as frases do filme – todas mesmo - tinham alguma menção a um “negócio” que “crescia”:

 

“Senhor White, como posso ajudar o seu negócio a crescer?”

 

“Obrigado! Sem a ajuda de vocês, eu nunca teria conseguido fazer o meu negócio crescer!”

 

“Graças a vocês, meu negócio cresceu 20% ano passado. E vai crescer muito mais este ano!”

 

A gravação foi outro parto. E lá se foi minha carreira de dublador.

 

Mas foi uma experiência marcante. E se alguém der de cara com o vídeo do senhor Willoughby em algum treinamento de evacuação por aí, por favor me mande. Gostaria muito de revê-lo.

Escrito por André Barcinski às 23h51

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Frears, Ferrara, Woo, e o lado B dos filmes de gângster

Outro dia, citei aqui um filme de gângster dirigido em 1984 por Stephen Frears, chamado “The Hit” (no Brasil, “O Traidor”).

 

O leitor Giovani Mendes achou o DVD à venda por 5 mangos numa liquidação e, muito gentilmente, me enviou. Muito obrigado a ele.

 

O episódio me fez pensar em quantos filmes excelentes de gângster não estão mofando por aí em locadoras ou perdidos nas prateleiras de algum magazine.

 

Fiz uma lista de dez filmes de gângster sensacionais, mas que nunca foram tão badalados – com razão, claro – quanto os principais títulos do gênero.

 

Assim, nessa lista, você NÃO encontrará filmes de Coppola, Scorsese, Hawks, De Palma, Dassin, Melville e outros gigantes. Repetindo: “O Poderoso Chefão” e “Os Bons Companheiros” não valem, ok?

 

Faça sua lista e compare:

 

O Traidor (The Hit) - Stephen Frears, 1984

Quem acha que o melhor filme de gângster de Frears é “Os Imorais”, baseado no clássico romance de Jim Thompson, precisa rever seus conceitos. O filme é ótimo, mas “The Hit” é imbatível. Terence Stamp faz um bandido que se esconde na Espanha depois de ter virado informante da polícia e é caçado por dois assassinos de aluguel, interpretados por John Hurt e Tim Roth (este, com cara de criança). Uma espécie de “Era Uma Vez no Oeste” com gângsteres no lugar de caubóis. Imperdível.

 

A Sexta-Feira Mais Longa (The Long Good Friday) – John Mackenzie, 1980

Bob Hoskins faz um velho gângster, tentando levar uma vida “normal” – mas o mundo, claro, não deixa. Foi o primeiro grande sucesso no cinema de Hoskins e revelou também Helen Mirren. Filmaço.

 

Senhores do Crime (Eastern Promises) – David Cronenberg, 2007

Cronenberg investiga a Máfia russa em Londres, ajudado por Viggo Mortensen como um capanga sádico e Vincent Cassell, fazendo o filho do chefão. Só a cena da briga de faca dentro de uma sauna vale o ingresso.

 

O Rei de Nova York (King of New York) – Abel Ferrara, 1990

Juro que fiquei em dúvida entre esse e “O Funeral”. Mas não dá pra deixar de lado um filme com Lawrence Fishburne, David Caruso, Wesley Snipes, Steve Buscemi, Giancarlo Esposito e, claro, um Christopher Walken amedrontador no papel de um megatraficante que sai da cadeia e resolve mostrar quem manda na cidade. “O Rei de Nova York” foi um sucesso cult que ficou mais de dois anos em cartaz no mesmo cinema em Paris.

 

Eleição – Johnnie To, 2005

Uma pena Johnnie To não ser tão conhecido por aqui. Um dos diretores prediletos de gente como Tarantino e Gaspar Noé, faz filmes policiais ultraviolentos e altamente criativos. “Eleição” é, talvez, sua obra-prima, um filme ambicioso sobre a escolha de um novo chefe da Máfia chinesa.

 

Ajuste Final (Miller’s Crossing) – Irmãos Coen, 1990

Se não tivesse estreado no mesmo dia – acredite – de “Os Bons Companheiros”, de Scorsese, este filme dos Irmãos Coen certamente seria mais falado. Gabriel Byrne faz um capanga que, ao estilo do “Yojimbo”, de Kurosawa, se infiltra em duas gangues rivais para colocar uma contra a outra. Um filme lindo e atmosférico, com um um visual “noir” e uma sequência numa floresta que parece uma homenagem a “O Conformista”, de Bertolucci.

 

Sexy Beast - Jonathan Glazer, 2000

Duas palavras; Ben Kingsley. Difícil acreditar que o mesmo ator que fez Gandhi possa ter criado um psicopata aterrorizante como Don Logan. Nesse filmaço, Logan chega à Espanha para intimar um ex-parceiro (Ray Winstone, o braço-direito de Jack Nicholson em “Os Infiltrados”), a participar de um assalto a banco em Londres. Kingsley está absolutamente insano.

 

Um Tiro de Misericórdia (State of Grace) – Phil Joanou, 1990

Sean Penn faz um policial que se infiltra numa gangue de mafiosos irlandeses em Nova York e acaba investigando um amigo de infância (Gary Oldman).  Ed Harris está fantástico como irmão de Oldman e chefe da Máfia local.

 

Hard Boiled – John Woo, 1992

Difícil explicar o impacto que causou, no início dos anos 90, o surgimento de John Woo no Ocidente. Quem viu suas produções chinesas sabe que não dá para levar a sério o trabalho que ele fez depois em Hollywood. Se puder, assista a todos os filmes chineses de Woo, especialmente “A Better Tomorrow”, “The Killer” e, claro, “Hard Boiled”, uma orgia visual com algumas das cenas de ação mais espetaculares do cinema. O final, em que o detetive interpretado por Chow Yun-Fat se mete em um tiroteio dentro de uma maternidade, parece um delírio.

 

Selva Humana (The Friends of Eddie Coyle) – Peter Yates, 1973

Frase de Elmore Leonard sobre o livro “The Friends of Eddie Coyle”, estréia de George V. Higgins: “É o maior romance policial já escrito”. Quando esteve no Brasil, James Ellroy disse a mesma coisa. O filme não fica muito atrás: Robert Mitchum faz um gângster que é preso e vira informante da polícia. Foi lançado em DVD pela Criterion há dois anos e é imperdível.

Escrito por André Barcinski às 00h38

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Toda música nova parece velha? Este livro explica por quê

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você já teve a impressão de que toda banda nova está copiando outra mais antiga?

 

Já reparou como boa parte da música e do cinema atuais lembra sons e filmes de anos passados?

 

O autor inglês Simon Reynolds já. E escreveu um livro brilhante sobre o assunto: “Retromania – Pop Culture’s Addiction to Its Own Past” (“Retromania - A Obsessão da Cultura Pop por seu Próprio Passado”), que acaba de sair na Europa e Estados Unidos (e espero, em breve, no Brasil).

 

Acabei de entrevistar Reynolds para a Folha. A entrevista deve sair sábado, na Ilustrada. Prometo publicar trechos aqui no blog, depois disso.

 

Reynolds é um dos comentaristas mais brilhantes da cultura pop no mundo. Começou a escrever na Melody Maker, lançou livros fundamentais sobre a cena eletrônica (“Energy Flash”) e o pós-punk (“Rip It Up and Start Again”), e se mudou para os Estados Unidos. Hoje, mantém um blog e colabora com o New York Times e o Village Voice, entre outros.

 

Em “Retromania”, ele busca explicações para o fenômeno da cultura do “revival”. E suas conclusões não são nada animadoras.

 

Reynolds vê os anos 2000 como um período de entressafra criativa, marcado pela ausência quase total de inovação na música e nas artes em geral.

 

Todo grande movimento cultural, escreve Reyolds, buscou inspiração no passado. O problema é que artistas atuais estão buscando suas musas num passado cada vez mais próximo.

 

A relação do fã com a música também mudou. Hoje, ouve-se música muito mais como som de fundo para outras atividades: no computador, no ônibus, no trabalho.

 

A oferta de música é infinita, mas o consumidor médio ouve música aos pedaços. Nossa capacidade de atenção está diminuindo rapidamente.

 

Reynolds pesquisou o fenômeno e mostra como essa obsessão pelo passado está transformando a indústria cultural num verdadeiro mausoléu.

 

Numa época de inovações tecnológicas e ofertas inesgotáveis de produtos, o maior bem de consumo da cultura pop parece ser o velho. Vendas de discos antigos crescem, enquanto o consumo de novidades parece estagnado.

 

Aguarde pela entrevista de Reynolds. E se você lê em inglês, não deixe de comprar o livro.

 

P.S.: Julio Medaglia e Paulinho da Viola

 

Para quem tiver um tempinho, recomendo ouvir a entrevista que fizemos com o maestro Julio Medaglia no programa Garagem (aqui), na Rádio UOL. O que ele tem de história não está escrito.

 

O maestro contou casos pessoais com Stockhausen, Frank Zappa, Rogério Duprat, e com o filófoso alemão Heidegger, de quem foi aluno. Saiba como o “derrière” de uma brasileira por pouco não mudou a direção da filosofia ocidental no século 20.

 

Quanto a Paulinho da Viola, sei que prometi comentar o show que ele faria aqui em Paraty, domingo passado.

 

Acontece que algum gênio teve a brilhante idéia de agendar o show para meia-noite de segunda, o que impediu muita gente, incluindo eu, de assistir.

 

Tem coisas que desafiam a lógica: o que faz alguém marcar um show numa cidade turística, num horário em que nenhum turista seja capaz de comparecer?

Escrito por André Barcinski às 00h19

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Antes do Roxy Music, havia o nada

Assisti ontem a “More Than This: The Story of Roxy Music”, um documentário sobre a história do Roxy Music.

A versão que está rolando na TV - vi no Multishow HD - tem 52 minutos, mas o filme foi lançado em DVD com 94 minutos. Vale muito a pena procurar essa versão estendida.

O Roxy Music é uma banda verdadeiramente indefinível, que sobreviveu a vários gêneros e estilos sem nunca se encaixar em nenhum deles.

Era experimental demais para ser “glam”, elegante demais para ser punk e quadrada demais para ser “disco”. Mas influenciou o melhor pop que se fez entre 1972 e 1982.

Impossível pensar no punk/new wave americano (Talking Heads, Pere Ubu, Devo, Blondie), no pós-punk inglês (Cure, Siouxsie, Gang of Four) e nos new romantics (Human League, Duran Duran), sem a influência do Roxy Music.

O filme traz depoimentos apaixonados de fãs como Steve Jones (Sex Pistols), John Taylor (Duran Duran), Martyn Hare (Human League), Siouxsie e até de Nile Rodgers, do Chic, que confessa ter copiado muito deles.

Formado nos corredores de escolas de arte inglesas por jovens ligados em todas as vanguardas artísticas, a banda começou como um experimento sônico e visual que buscava criar algo novo em um meio tão cheio de clichês quanto a música de massa.

“Nós fazíamos música como quem pintava um quadro”, diz Brian Eno. “O único de nós que entendia alguma coisa de música, que tinha uma idéia clara do que fazer com sons, era Bryan (Ferry).”

Ferry sempre foi o “dono” do Roxy Music. Foi ele quem criou o estilo e a estética da banda, assim como o conceito das capas com supermodelos em poses tão surpreendentes quanto eróticas. “Para uma modelo, posar para a capa de um disco do Roxy Music equivalia a posar para a capa da Vogue”, diz um jornalista no filme.

Numa época - início dos anos 70 - em que a Europa estava afundada em crises políticas, greves e pobreza, a androginia espacial do Roxy Music caiu como uma bomba.

O grupo era uma alternativa elegante, charmosa e dândi à atmosfera sufocante e cinzenta que predominava no continente.

Bono, um dos entrevistados, acerta na mosca: “Imagine o choque de ver aqueles caras na TV em 1972; parecia que eles tinham descido do espaço sideral.”

De certa forma, o Roxy Music representava a antítese de uma banda de rock, um caso raro – talvez único – de grupo que já nasceu adulto e que nunca se valeu do conflito geracional ou da contraposição ao “velho” para se afirmar. Era, desde o início, uma banda deslocada no tempo e no espaço; daí, sua atemporalidade.

Se puder, assista ao filme. E enquanto isso, assista ao clipe de “In Every Dream Home a Heartache”, minha música predileta de meu disco predileto do Roxy Music, “For Your Pleasure” (1973).

É uma das canções mais sublimes que a música pop produziu nos últimos 40 anos, uma pequena ópera que começa como um mantra gélido à Kraftwerk e termina em psicodelia hendrixiana, com uma letra das mais delirantes e surrealistas, uma espécie de poesia distópica à Burgess sobre um homem, sua mansão e sua boneca inflável. Um grande momento de Bryan Ferry.

Escrito por André Barcinski às 00h04

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Lições de Byafra

 

 

 

 

 

 

 

Você já deve ter visto o comercial de seguros estrelado pelo cantor romântico Byafra.

É um anúncio (publicitário adora usar “filme”, mas não vou tão longe) bem engraçado e espirituoso.

Eu, pessoalmente, preferiria mil vezes comprar um carro com o Byafra dentro do que com o Marcelo Camelo ou Seu Jorge. Mas entendo porque Byafra foi escolhido: ele é brega, não tem vergonha disso, e é um alvo fácil para chacotas do bom gostismo classe média.

Byafra impressionou por seu bom humor. Ele teve cabeça para entender que uma brincadeira dessas não compromete sua carreira, muito pelo contrário.

Porque, no Brasil, artista acha que é realeza. Com raras exceções, nossos atores e cantores parecem se julgar seres divinos, colocados aqui na Terra para nos entreter.

Nos Estados Unidos, ao contrário, muitos astros não têm problema em brincar com a própria imagem.

Quantas vezes Stevie Wonder não apareceu no “Saturday Night Live”? E o rapper Eminem, que topou ser alvo da bunda de Borat caindo em cima de sua cabeça na entrega de prêmios da MTV?

No Brasil, acontece o oposto: artistas fazem de tudo para “proteger” sua imagem.

Há o caso recente da modelo/atriz Juliana Paes, que processou Zé Simão por comentários sobre um personagem que ela interpretava em alguma novela.

E não dá para deixar de falar de Roberto Carlos, certamente o maior caso de complexo de realeza de nossa cultura pop.

Sonho com o dia em que o “Rei” chegue na TV e diga algo do tipo: “Eu sou Roberto Carlos, sou o maior astro popular que esse país já teve, e sou deficiente físico!”

Já imaginou o efeito que teria uma declaração dessas?

No dia seguinte, todas as esquinas do país teriam rampa para deficiente, todos os prédios teriam acessos para cadeirantes e empresas pensariam duas vezes antes de não contratar um profissional com necessidades especiais. Seria uma revolução.

Mas não é isso que acontece. Em vez disso, RC se satisfaz em processar jornalistas que fazem biografias. E o país todo aplaude.

Alguém pode perguntar: “Mas será que Roberto Carlos não tem o direito de não querer falar sobre o assunto?”

Claro que tem. Mas que uma declaração dessas ajudaria muita gente, isso ajudaria.

Escrito por André Barcinski às 09h14

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PERFIL

André Barcinski André Barcinski, é crítico da Folha, diretor e produtor dos programas "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Preliminares", no Canal Brasil, e co-apresentador do programa "Garagem", na Rádio UOL.

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