André Barcinski

Uma Confraria de Tolos

 

Bem-vindo, camarão! Até logo, sardinha!

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos dias, as praias de Paraty foram invadidas por duplas de pescadores arrastando suas redes – por isso chamada de “arrastões” – atrás de camarão.

 

É uma cena típica daqui, mas que estava sumida desde o início de março, quando começou a fase de defeso do camarão e a pesca fica proibida por três meses.

 

De 1º de março a 31 de maio, é impossível achar camarão fresco em qualquer peixaria daqui. Se você achar, pode chamar a polícia.

 

Essa semana, fomos ver a pesca. É impressionante: uma redinha de quatro metros tira, a cada arrastada, até cem quilos de camarão sete barbas.

 

O povo faz a festa. Todo mundo que assiste sai de lá com um ou dois quilinhos. De graça. Nas peixarias, o camarão custa um quarto do que custava dois meses atrás.

 

Essas fases pesqueiras são fascinantes. O cardápio dos quiosques e restaurantes da região varia de acordo com a disponibilidade. Estamos na fase do camarão. E da lula, claro, que está dando mais que chuchu na serra.

 

Os pescadores dizem que, até o início do inverno, há poucos peixes grandes no mar, o que incentiva a proliferação das lulas.

 

Um amigo, dono de uma traineira, saiu para pescar lula. Voltou com 300 quilos. E são lulas gigantescas: um quilo não dava mais que seis ou sete lulas.

 

No cais da Ilha das Cobras, onde os barcos vendem para as peixarias locais, dava para comprar lula a cinco reais o quilo.

 

Agora, cada fase, se privilegia um, faz sumir outro. E o defeso da sardinha começou ontem. Ou seja: até agosto, só teremos sardinha congelada por aqui. É a vida.

 

Voltando ao camarão: ele está em todos os lugares. Nos quiosques, só se fala nele. Nas peixarias, está exposto logo na entrada. Shrimp rules.

 

Quem estiver por aqui no feriadão pode conferir. De 24 a 26 de junho, rola na Ilha do Araújo (saídas da Praia Grande, a 6 km de Paraty) a tradicional Festa do Camarão. Quem já foi disse que a comida é sensacional.

 

P.S.: Sigilo? Quem quer sigilo?

 

A gente está tão acostumado a ver barbaridades perpetradas por nossos políticos, que algumas delas nem chamam mais nossa atenção como deveriam.

 

Mas o Sarney defender o sigilo eterno de documentos históricos do país e o Governo aprovar o sigilo dos custos da Copa e das Olimpíadas são daquelas barbaridades top de linha, que se destacam por sua torpeza. Vão pro inferno vocês todos. Não vocês, leitores, claro. Para vocês, bom fim-de-semana e até segunda.

Escrito por André Barcinski às 23h37

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Pedir informação na rua é uma caixinha de surpresas

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem nunca pediu informações na rua?

Quem nunca abordou um completo estranho e colocou em suas mãos a missão de guiá-lo por lugares desconhecidos?

 

Fiz uma lista de alguns dos tipos de informantes que encontramos com mais freqüência nas esquinas do Brasil. Se você lembrar outros, por favor, colabore.

 

Informante Allan Kardec – acha que você já esteve no local em vidas passadas

“Ah, faz o seguinte: pega aqui a primeira à esquerda, depois anda até onde morava a Dona Maricota, depois você vira à esquerda e segue até aquela casa onde era aquela manicure, pega a segunda à direita, onde ficava o campinho de futebol antes de construírem o supermercado... É logo ali!”

 

Informante Robinson Crusoé – não sai de casa e acha que conhece o bairro todo

Pedi informações para um senhor que varria a porta de casa. “O quê?! Como chama a rua? Olha, moro aqui há mais de 30 anos e posso garantir que essa rua não existe. Por aqui, não!” Andei mais 15 segundos e achei a tal rua. Ficava a dez metros da casa dele.

 

Informante Toupeira - não entende que, se você está pedindo informação, é porque não conhece o lugar

“Ah, claro que conheço, fica bem do lado da mecânica. É só você passar pela padaria e virar na rua do Seu Bonifácio. Daí você segue até a auto-escola, vira na rua da pracinha, e pronto!”

 

Informante Titanic – não sabe onde fica, mas faz questão de se perder junto com você

“Pode me seguir que eu tô indo pra lá...” Dez minutos depois: “Olha, é por aqui, tenho certeza. Pergunta ali na padaria, tá?”

 

Informante Escada – faz tudo por etapas

“Faz o seguinte: segue aqui na rua por mais uns cem metros e você vai ver um ponto de táxi...” “É lá?” “Não, mas lá eles com certeza sabem onde fica esse lugar que você está procurando!”

 

Informante HAL 9000 – instruções secas, áridas e sem sentimento

“É fácil: direita, direita, esquerda, direita. Não, desculpe, me enganei: é direita, esquerda, esquerda, direita (faz os gestos das direções com a mão, para ilustrar). Não, esquece tudo: é direita, direita, esquerda, direita. É isso. Tenho certeza.

Escrito por André Barcinski às 09h13

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James Ellroy: " a cultura pop me deprime"

Entrevistei o grande James Ellroy para a Ilustrada (veja a matéria aqui). Como o papo foi longo e não coube todo na Folha, publico a íntegra aqui no blog. Espero que gostem.

 

Não deixem de ver o vídeo, uma compilação de frases e cenas de Ellroy, que dá uma boa idéia do que o público da FLIP pode esperar...

 

- Boa tarde, senhor Ellroy. O senhor está ansioso para vir ao Brasil?

- Sim, muito. Me disseram que o local da feira (Paraty) é muito bonito.

 

- É verdade, tem muitas praias e montanhas...

- Verdade? Que bom, gosto muito da natureza.

 

- “Sangue Errante” está sendo lançado no Brasil. O senhor se importaria se começássemos falando sobre a Trilogia “USA Underworld”?

- Não, de forma alguma.

 

- Quando o senhor terminou o “Quarteto de Los Angeles”, disse que estava cansado daquele tipo de histórias “noir”, e que planejava mudar de rumo.

- Eu não considero meus livros “noir”. Mas eu disse isso sim, eu queria fazer livros políticos e que falassem de ramificações geopolíticas.

 

- E como surgiu a idéia de uma trilogia de livros sobre o período de 1958 a 1972 nos Estados Unidos?

- Foi uma fase extremamente rica e terrível da história americana, com grandes personagens, J. Edgar Hoover, Howard Hughes, os Kennedy, Martin Luther King, Nixon. Mas na época eu era muito novo, só estava interessado em usar drogas e espiar mulheres, não saquei tudo que estava acontecendo. Depois, com o passar dos anos, pude perceber mais claramente como aquela época moldou a América que conhecemos hoje. Tive a idéia de contar a minha versão daqueles tempos.

 

- Os livros, apesar de serem obras de ficção, são detalhistas em relação a datas e acontecimentos reais.

- Sim, eu uso a realidade como suporte para dar a minha versão dos fatos.

 

- E como é o seu processo de pesquisa?

- Muito intenso. Tenho dois pesquisadores que me ajudam. Não quero ser acusado de erros factuais, então tudo é checado e rechecado. Para “Sangue Errante”, por exemplo, eu queria abordar a política do governo Nixon em relação à República Dominicana, que é um local importante para a história. Mas não havia dados suficientes nos arquivos americanos, então mandei um de meus assistentes à República Dominicana, e ele voltou com uma pesquisa incrível sobre a atuação de nosso governo lá no fim dos anos 60.

 

- O senhor mistura dezenas de personagens reais – Hoover, Hughes, os Kennedy – a personagens ficcionais. Se esse livro tivesse sido feito aqui no Brasil, garanto que seria proibido, porque nossas leis são draconianas e os herdeiros certamente o processariam.

- Eu não tenho esse problema. Nos Estados Unidos a lei diz que, se uma pessoa já morreu, você pode escrever o que quiser sobre ela.

 

- O que me impressiona muito nos seus livros são a linguagem telegráfica e a densidade da trama, com diversas histórias paralelas que acabam convergindo. Como é seu processo de criação?

- Sou um grande defensor da disciplina. Não existe liberdade artística sem disciplina. Eu escrevo todo dia, de 7 a 13 horas por dia. Quando começo um livro, primeiro faço uma espécie de resumo. Em “Sangue Errante”, por exemplo, o resumo tinha 200 páginas. Depois, fiz uma versão mais detalhada, com 400 páginas. Essa versão já tem todas as subtramas da história. Só depois que eu estou feliz e seguro com esse resumo, eu começo a escrever o livro, com todos os detalhes, diálogos, etc.

 

- E seu estilo? Como o senhor desenvolveu esse estilo de frases curtas, quase telegráficas?

- Eu já havia começado isso em “Los Angeles Cidade Proibida”, mas levei ao extremo na trilogia. Minha intenção é passar para a página uma maneira de escrever tão forte, densa e obsessiva quanto os temas que abordo. Eu quero que meus leitores reajam intensamente ao que escrevo.

 

- Os livros têm uma influência muito grande de textos jornalísticos sensacionalistas.

- Com certeza. Sou fascinado pela linguagem dos tablóides. Amo gírias, amo vulgaridade, amo profanação.

 

- O senhor escreve com frases minimalistas. Mas seus livros são longos, 600, 700 páginas. Deve ser exaustivo escrever assim (em 2001, Ellroy sofreu um colapso nervoso por exaustão e foi internado).

- Com certeza. Minha mulher – na verdade, agora ex-mulher – disse que meus livros são muito rigorosos para serem tão longos. Mas eu quero infligir esse tipo de linguagem ao leitor. Quero que eles vejam meus livros como grandes obras de arte, cuja estética e estilo reflitam a brutalidade da história. Aliás, estou curioso: você leu meus livros em português? Sabe como são as traduções?

 

- Nâo, li todos em inglês, mas posso garantir que o tradutor não teve uma vida fácil. Deve ser dificílimo traduzir as gírias e as expressões inventadas no texto.

- Sim, é verdade. Sei que as versões estrangeiras de meus livros costumam ser muito maiores que os originais em inglês.

 

- Com certeza. O português não é um idioma tão sintético quanto o inglês. Tanto que “Sangue Errante”, que no original tem 640 páginas, no Brasil tem mais de 900. E os livros são quase do mesmo tamanho.

- Você já viu a tradução?

 

- Li algumas páginas de “Seis Mil em Espécie” numa livraria outro dia, e a tradução me pareceu muito bem feita (de Ivanir Alves Calado).

- Que bom.

 

- Quais são seus próximos projetos?

- Estou começando a trabalhar no meu segundo “Quarteto de Los Angeles”. Serão quatro livros passados nos anos 40...

 

- Mas lembro de o senhor dizer que nunca mais escreveria um livro passado em Los Angeles...

- Sim, eu disse isso. Mas as pessoas têm o direito de mudar de idéia, não?

 

- Claro. E novamente o senhor volta ao passado? Quando poderemos ler algum livro seu sobre nossos tempos?

- Nunca!

 

- Nunca? Por quê?

Basicamente, porque não entendo o presente.  Não estou sendo irônico, é a verdade: o presente não me interessa. Eu ainda uso uma caneta para escrever meus livros, não tenho computador, não vejo TV, e a máquina mais nova que tenho em casa é um fax. A cultura pop me deprime.

 

- Mas o senhor não acha que vivemos numa época interessante, com a ameaça do terrorismo, tensões no Oriente Médio, mudanças climáticas?

- Tenho certeza que sim, mas eu simplesmente não me interesso. Outro dia, no consultório do dentista, peguei uma revista e li um perfil sobre Bob Mueller, chefe do FBI. O artigo falava sobre um dia de trabalho dele, que basicamente consistia em falar com pessoas virtuais numa tela de plasma, responder mensagens pelo celular e conversar pelo computador. E isso é tão incompreensível para mim quanto uma conversa em português.

Escrito por André Barcinski às 07h44

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Por que Hollywood não faz mais filmes como “Maratona da Morte”?

Dia desses, o Telecine Cult exibiu “Maratona da Morte” (“Marathon Man”, 1976), de John Schlesinger.

Não é um grande filme. Está longe disso. Mas é um tipo de filme que Hollywood produzia aos montes e que parece ter sumido de linha.

Explico: até a explosão de Spielberg, “Guerra nas Estrelas” e a conseqüente infantilização do cinema americano, Hollywood tinha a capacidade de fazer diversão adulta que não ofendia a inteligência de ninguém.

Eram filmes bem feitos, bem escritos e bem dirigidos, com ótimos elencos e histórias bacanas. Não pretendiam mudar a história do cinema ou ganhar prêmios, apenas proporcionar duas horas de entretenimento de qualidade.

A TV a cabo está cheia de filmes assim. Só nos últimos dias, vi “A Força do Destino” (1982), “The Big Easy” (1986), “Os Meninos do Brasil” (1978) e “Corpos Ardentes” (1981).

São filmes adultos, feitos por adultos e para adultos. Mas também são filmes extremamente comerciais, feitos para ganhar dinheiro mesmo, sem vergonha nenhuma. E com um nível de roteiro, direção e interpretação difícil de achar hoje em dia.

A equipe por trás de “Maratona da Morte” é impressionante.

O filme é baseado em um livro de William Goldman, que escreveu o roteiro. Goldman já era um dos maiores roteiristas de Hollywood, ganhador do Oscar por “Butch Cassidy & Sundance Kid”. E ganharia outro em 1976, por “Todos os Homens do Presidente”.

O filme foi dirigido pelo inglês John Schlesinger, vencedor do Oscar de melhor diretor (e filme) em 1969 por “Perdidos na Noite”.

E o elenco? Que filme hoje poderia ter três astros como Dustin Hoffman, Laurence Olivier e Roy Scheider - que tinha acabado de fazer “Tubarão” - juntos?

Ou seja: era uma grande produção, com um elenco caro, um diretor de primeira e um roteirista idem.

O filme é um thriller sobre um estudante (Hoffman) que acaba capturado por um fugitivo nazista (Olivier) e torturado. As cenas de tortura, na cadeira de dentista, viraram lenda. Acho que ninguém no mundo inteiro fez um tratamento de canal pelos anos seguintes...

Repito: não é um grande filme. Mas tem três ou quatro sequências tão boas, que se destacariam hoje.

Numa delas, o nazista vai ao bairro judeu em Nova York para avaliar diamantes. Mesmo disfarçado, ele é reconhecido por algumas de suas vítimas dos campos de concentração. De gelar.

O filme vale também pelo “duelo” entre duas escolas de interpretação: de um lado, a tradição clássica de Laurence Olivier; do outro, um dos maiores expoentes do “método strasbergiano”, Dustin Hoffman.

Diz a lenda que Hoffman chegou ao set em frangalhos, depois de ficar acordado por dois dias se preparando para a tal cena da tortura. Olivier, que achava tudo isso uma perda de tempo, disse: “Tente atuar, meu rapaz... É muito mais fácil!”

Escrito por André Barcinski às 23h29

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O fim do mundo está na boca do povo

Noite fria em Paraty. Vento e garoa. O termômetro do carro marca 11 graus.

No restaurante, o garçom, nascido e criado aqui, diz que nunca sentiu tanto frio na vida:

- Também, com essa mudança na posição da Terra...

- Que mudança? Pergunto.

- Ué, você não está sabendo? O tal do terremoto que causou o tsunami no Japão deslocou a Terra. Você não percebeu que o sol não está nascendo mais na mesma direção em que nascia? Pega a bússola e confere; isso está mudando tudo, meu amigo...

No dia seguinte, entro numa loja. A máquina do cartão de crédito não funciona. O vendedor sabe o motivo:

- Ah, isso está rolando direto. Parece que estão acontecendo umas explosões no sol e a sujeira no espaço está deixando os satélites doidos.

No mesmo dia, converso com outro morador local. Ele conta que não sairia para pescar à noite por causa do frio:

- Vi na previsão que vai gear hoje à noite aqui.

Não estou louco. Foi isso mesmo que ele disse: geada em Paraty.

O que vem depois? Neve em Ubatuba? Trenós em Ilhabela?

Impressionante como o vocabulário apocalíptico já foi incorporado no dia a dia da população.

Todo mundo sempre conversou sobre o tempo, mas nunca em tons tão proféticos e cataclísmicos. “Aquecimento global”, “derretimento polar” e “destruição da camada de ozônio” tornaram-se expressões corriqueiras em bate-papos de vizinhos ou na fila do banco.

Tanta conversa, por mais doida que possa parecer – e algumas das “verdades” pseudocientíficas do povão são, de fato, cômicas – acaba por criar uma atmosfera de paranóia contagiante.

E não sem razão. As cenas que vimos aqui nas últimas semanas foram impressionantes: crianças indo para a escola de luvas e gorros; um surto de gripe que derrubou meia cidade; donos de cavalos abrigando os animais para que esses não morressem de frio. Parecia o interior do Rio Grande do Sul.

Para piorar o tal clima de fim do mundo, vimos o Congresso aprovar um Código Florestal criminoso, na mesma semana em que o país anunciava um novo recorde na venda de carros zero em maio. Os deuses devem mesmo estar loucos.

Imagine se um Código Florestal desses fosse aprovado na Coréia do Sul ou no Canadá? O povo ia pra rua. Ia rolar sangue no asfalto. Incêndios nas ruas.

Aqui, não: o povo brasileiro só vai pra rua no dia em que o governo proibir o Salão do Automóvel ou a novela das oito.

Foi nesse clima de “The Day After” que precisamos viajar a Ubatuba, a 70 km de casa.

Choveu a viagem toda. O dia estava uma lástima. A estrada, um sabão.

Na volta, quando passávamos pela fronteira de Sâo Paulo com o Rio, por volta de sete da noite, começamos a perceber uma coisa estranhíssima: não havia mais ninguém na estrada.

Ficamos pelo menos cinco minutos sem ver um carro sequer. As vilas à beira da rodovia estavam desertas e sem luz. A Rio-Santos parecia um túmulo.

Andamos mais alguns minutos. Nenhum carro no sentido oposto.

Começaram a aparecer sinais de que uma tempestade terrível havia acontecido por ali. Havia dezenas de árvores caídas no meio da estrada. Todas as casas próximas à rodovia estavam às escuras.

Parecia um filme do George Romero. Só faltavam os zumbis.

Fomos desviando de árvores caídas. Em alguns trechos da rodovia, mal havia espaço para o carro passar.

Até que vimos luzes. Ouvimos sirenes. E descobrimos por que não havia outros carros na estrada: a pista no sentido contrário estava bloqueada por uma árvore enorme. Homens da Polícia Rodoviária usavam serras elétricas para cortá-la.

Chegamos, enfim, em casa. A cidade estava inteira.

ATÉ QUANDO?

Som de trovoada.

Fim do trailer.

Escrito por André Barcinski às 23h03

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PERFIL

André Barcinski André Barcinski, é crítico da Folha, diretor e produtor dos programas "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Preliminares", no Canal Brasil, e co-apresentador do programa "Garagem", na Rádio UOL.

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