André Barcinski

Uma Confraria de Tolos

 

Grandes momentos do humor politicamente incorreto

Já que o assunto “humor no tempo da correção política” deu pano pra manga, selecionei alguns grandes momentos cômicos politicamente incorretos, que mostram que o problema não é o assunto abordado, mas a abordagem:

Chris Rock fala de aborto e drogas, e mostra que é possível transformar assuntos polêmicos e explosivos em motivo de piada

Monty Python – Gumby (“meu cérebro dói!”) – Será que alguma emissora teria peito para pôr no ar um quadro desses?

Redd Foxx fala de anões – Pena que não consegui legendado. Mas esse trecho de um show de Foxx, em 1978, é um clássico do mau humor

 

Monty Python e a Vila dos Idiotas – Outro quadro que não iria ao ar hoje de maneira alguma

 

Eddie Murphy se “transforma” em branco – um dos quadros clássicos de Murphy no “Saturday Night Live”. Veja aqui.

Escrito por André Barcinski às 22h35

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Quem se importa com Danilo Gentili e Ed Motta?

Já virou moda: o artista ou celebridade fala uma besteira em entrevistas, no Twitter ou no Facebook, e depois volta para se desculpar.

 

Aconteceu por aqui com Ed Motta e Danilo Gentili. E aconteceu ontem, no festival de Cannes, com o cineasta Lars Von Trier.

 

Ed Motta escreveu em seu perfil do Facebook: “Em Curitiba, lugar civilizado, graças a Deus. O Sul do Brasil, como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim porque ooo povo feio o brasileiro (risos). Em avião, dá vontade de chorar (risos). Mas, chega no Sul ou em SP, gente bonita compondo o ambiance (risos)”.

 

Depois que a declaração repercutiu mal, Ed Motta disse que havia sido mal compreendido e que tudo não passava de uma brincadeira.

 

Já Danilo Gentili pegou mais pesado. Comentando o abaixo-assinado de moradores de Higienópolis contra o metrô, o humorista do “CQC” escreveu: "Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz."

 

A reação do público foi imediata. Gentili apagou a declaração do Twitter, pediu desculpas e até foi à Confederação Israelita se desculpar.

 

Ontem foi a vez de Lars Von Trier. O cineasta dinamarquês, famoso por suas entrevistas bombásticas, disse em Cannes que simpatizava com Hitler. Logo depois, pediu desculpas e disse que tudo não passava de uma “provocação”.

 

Fica a lição: em tempos de notícia instantânea, Twitter e Facebook são instrumentos perigosos.

 

O sujeito está lá, na intimidade do seu lar, sem ninguém por perto, e faz uma piada de mau gosto no Twitter. Pode acontecer? Claro que pode.

 

Só que Gentili tem 1,6 milhão de seguidores no Twitter, mais que a venda dos quatro principais jornais do país somados. Qualquer vírgula que ele escrever repercute.

 

Já Ed Motta deu a entender que seus comentários eram irônicos. Pode acontecer? Claro. Escrever com ironia é muito difícil. Quantas vezes, aqui mesmo no blog, não fiz um comentário supostamente irônico e algum leitor levou ao pé da letra?

 

E Von Trier?

 

Bom, qualquer um que já tenha entrevistado o cineasta sabe que ele é um Twitter ambulante, um criador de frases de efeito que parece entrar em transe assim que começa uma entrevista. O que ele fala de besteira não está escrito. Isso rende entrevistas sempre surpreendentes – para o bem e para o mal.

 

Eu acho que o problema é outro: por que nos interessamos tanto pelas opiniões de celebridades?

 

Se um senador vier a público e fizer uma piada sobre Auschwitz, eu fico chocado. Mas um humorista? Será que a opinião de Danilo Gentili merece tanta repercussão assim?

 

Eu não me choco com nada que esses caras falam. Se não gosto de um humorista, simplesmente não assisto a seu programa. Vi o “CQC” umas duas vezes, o suficiente para não achar graça nenhuma.

 

Vi no Youtube trechos dos shows de “stand up” de Gentili e Rafinha Bastos (autor da frase “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho”). Eu queria tentar entender porque centenas de milhares de pessoas seguem os caras.

 

Vi os vídeos e continuo sem entender. Gentili e Bastos não têm carisma e não têm “timing”. Os textos são batidos, reciclando fórmulas do que se convencionou chamar de “politicamente incorreto”.

 

Os dois são como “ombudsmen” da classe média careta, fazendo observações óbvias para deleite de um público que se julga muito superior às vítimas das piadas.

 

No fundo, no fundo, o problema não é o teor das piadas, mas sua qualidade. A piada é boa? Funciona?

 

Porque é possível fazer boas piadas com temas polêmicos. Redd Foxx tem um texto clássico sobre anões (procure no Youtube, vale a pena); George Carlin, Lenny Bruce, Woody Allen e tantos outros fizeram graça com temas potencialmente explosivos como morte, religião, sexualidade, etc.

 

Separei aqui um trecho de Eddie Murphy sacaneando italianos e sua obsessão por “Rocky”. É de passar mal. Confira:

 

Escrito por André Barcinski às 10h57

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Cinema italiano: 30 anos em 30 filmes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Um leitor me escreveu pedindo dicas de filmes italianos.

 

O cinema italiano é tão rico – especialmente de meados dos anos 40 aos anos 70 – que fica difícil escolher.

 

Resolvi fazer uma lista com meus 30 filmes italianos prediletos, cobrindo 30 anos da história do cinema no país.

 

É uma lista pessoal, então alguns podem sentir falta de filmes considerados clássicos (não suporto a pieguice da Giulieta Masina em “La Strada”, por exemplo).

 

Tentei também escolher filmes de diversas épocas, desde o neo-realismo dos anos 40 e 50 ao cinema político da década de 70.

 

Aqui vão, em ordem cronológica, meus 30 filmes italianos prediletos do período (meados dos 40 a meados dos 70). Faça sua lista e compare...

 

Roma, Cidade Aberta (Rosselini, 1945) – ainda um dos filmes mais poderosos sobre a Segunda Guerra.

 

Ladrões de Bicicleta (De Sica, 1948) – uma história simples – um operário tem sua bicicleta roubada e precisa recuperá-la para ir trabalhar – mas que simboliza toda a miséria de uma época.

 

Umberto D (De Sica, 1952) – um dos filmes mais arrebatadores que já vi, e o único – junto com “Aparajito”, de Satyajit Ray – que não consigo assistir sem chorar.

 

Os Eternos Desconhecidos (Mario Monicelli, 1958) – Não pode haver uma comédia melhor que essa: Totó, Mastroianni, Gassman, Salvatori e Claudia Cardinale juntos.

 

La Dolce Vita (Fellini, 1960) – o filme icônico de Fellini sobre o jet set e o culto a celebridades.

 

L’Avventura (Antonioni, 1960) – Antonioni nunca foi tão misterioso e soturno quanto nessa exploração melancólica e existencialista que revolucionou a maneira de ver e fazer cinema.

 

Rocco e Seus Irmãos (Visconti, 1960) – saga neo-realista sobre a vida de uma família de retirantes sulistas em busca de uma vida melhor em Milão. Obra-prima.

 

O Belo Antonio (Mauro Bolognini, 1960) – Pasolini escreveu o roteiro desse drama sobre o machismo e a intolerância, estrelado por Marcello Mastroianni.

 

Il Posto (Ermanno Olmi, 1961) – Um drama minimalista ao extremo sobre um jovem pobre que busca emprego em Milão; arrebatadora visão sobre a desumanização corporativa.

 

A Moça com a Valise (Valerio Zurlini, 1961) – Filme que lançou Claudia Cardinale. Ela fez uma jovem “perdida”, que é enganada pelo amante e acaba num cabaré. De cortar o coração.

 

Mamma Roma (Pasolini, 1962) – Anna Magnani faz de tudo para dar uma vida melhor ao filho, numa favela romana. A última cena é uma das imagens mais lindas filmadas por Pasolini.

 

Salvatore Giuliano (Francesco Rosi, 1962) – Clássico absoluto do cinema político italiano, conta a saga de um famoso bandido siciliano. Rosi filmou na própria Sicília, 12 anos a morte do bandido, usando atores locais que o haviam conhecido.

 

Aquele Que Sabe Viver (Dino Risi, 1962) – Vittorio Gassman leva um tímido jovem (Jean-Louis Trintingnant) para um fim-de-semana de esbórnia na costa italiana; grande comédia, com um final arrasador.

 

8 ½ (Fellini, 1963) – Auge do cinema de Fellini, é uma divagação surrealista e lúdica sobre um cineasta em crise criativa.

 

O Leopardo (Visconti, 1963) – uma saga melancólica sobre a decadência de um aristocrata (Burt Lancaster) na Sicília, em 1860. Lindo de morrer.

 

Mãos Sobre a Cidade (Francesco Rosi, 1963) – Um prédio desaba em Nápoles. A tragédia expõe a corrupção e ganância dos especuladores imobiliários da cidade. Rod Steiger está inesquecível.

 

Punhos Cerrados (Marco Bellochio, 1965) – Filme delirante sobre um homem perturbado que decide assassinar a própria família. Uma sessão dupla perfeita com “Matou a Família e Foi ao Cinema”, de Julio Bressane (1969)

 

Gaviões e Passarinhos (Pasolini, 1966) – Um “road movie” surrealista sobre um pobretão (Totó) e seu filho, que encontram um corvo falante. Parece estranho? E é mesmo. Estranho e deslumbrante. Meu filme italiano predileto.

 

O Incrível Exército de Brancaleone (Mario Monicelli, 1966) – Monicelli dá a sua versão para as Cruzadas, com um herói atrapalhado (Vittorio Gassman) inspirado em Dom Quixote.

 

Conseguirão Nossos Heróis Encontrar o Amigo Misteriosamente Desaparecido na África? (Ettore Scola, 1968) – Alberto Sordi faz um industrial que sai à procura de um amigo na África. Não vejo o filme há uns 20 anos, mas lembro que poucas vezes ri tanto.

Escrito por André Barcinski às 23h09

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Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone, 1968) – Leone subverte o western e transforma Henry Fonda num crápula.

 

Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (Elio Petri, 1970) – Ápice do cinema político de Petri; Gian-Maria Volonté faz um policial violento que mata a mulher (a inacreditável Florinda Bolkan) só para provar que está acima da lei.

 

O Pássaro das Plumas de Cristal (Dario Argento, 1970) – Estréia de Argento e um clássico do “giallo”, gênero B italiano marcado por histórias que misturam terror, sexo, sangue e voyeurismo.

 

O Jardim dos Finzi Contini (De Sica, 1970) – De Sica investiga a perseguição nazista por meio da história de uma aristocrática família judia italiana.

 

O Conformista (Bertolucci, 1970) – Grande drama político e melhor filme de Bertolucci, é uma exploração sobre a natureza do mal, centrada na saga de um fascista (Jean-Louis Trintignant).

 

Mimi, o Metalúrgico (Lina Wertmuller, 1972) – um drama cômico misturando a Máfia, grupos terroristas de esquerda e um pobre operário (o fantástico Giancarlo Giannini), preso no meio de tudo. Um filme subversivo e engraçadíssimo. Giannini reina.

 

A Classe Operária vai ao Paraíso (Elio Petri, 1972) – Gian Maria Volonté faz um operário à beira de um colapso nervoso, nessa alegoria sobre uma Europa dividida entre o conformismo e o radicalismo.

 

O Porteiro da Noite (Liliana Cavani, 1974) – ame ou odeie, mas ninguém fica imune a esse perverso filme sobre a relação sadomasô entre um ex-oficial nazista e uma de suas vítimas.

 

Feios, Sujos e Malvados (Ettore Scola, 1976) – Scola mostra, com acidez, a vida numa favela de Roma

 

Pai Patrão (Paolo e Vittorio Taviani, 1977)

Drama árido sobre um jovem que é forçado a abandonar os estudos para criar ovelhas com o pai, um homem sádico e violento.

Escrito por André Barcinski às 23h06

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Motley Crue é uma lenda da era dos excessos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sou exatamente fã do Motley Crue.

 

Não tenho um disco da banda. Acho o som deles genérico. Não é a minha praia.

 

Mas se eu estivesse em Sâo Paulo hoje, não perderia o show deles de jeito nenhum.

 

Já vi dois shows do MC no exterior, e sempre foi muito divertido. Porque o Motley Crue é daquelas bandas que simbolizam um gênero, no caso, o “hair metal”, popularmente conhecido entre o pessoal da velha guarda como “metal farofa”.

 

Agora, chamar o Motley Crue de “farofa” é uma injustiça danada. A vida dos caras foi tudo, menos “farofa”.

 

Como disse, não tenho nenhum disco do Motley Crue. Mas Já li todos os livros sobre a banda.

 

Pelas minhas contas, são quatro: o primeiro foi “The Dirt”, a biografia do grupo. Depois saíram autobiografias de Tommy Lee, Nikki Sixx e Vince Neil. Acho que só o livro de Sixx, “Heroína e Rock and Roll”, foi publicado no Brasil.

 

O Motley Crue é um dos últimos remanescentes da época de ouro do hedonismo rocker.

 

Eles pegaram todos os excessos dos anos 70 – quando Led Zeppelin, Stones, Kiss, Sabbath e tantos outros viviam num mundo de faz-de-conta, cercados por groupies, drogas pesadas, traficantes e bandidos em geral – e adaptaram isso à cena “glam” de Los Angeles.

 

“The Dirt” é um dos livros mais incríveis sobre música. Aliás, nem é tanto sobre música, mas sobre uma cena musical em especial.

 

Aquela época do rock de Los Angeles tem histórias fantásticas.

 

Qualquer um que conheça Los Angeles sabe que a cidade tem uma facilidade em desmanchar barreiras entre tribos.

 

Em qualquer show, é comum ver headbangers, fãs de “hair metal” e punks, curtindo juntos. Há também uma cena gigante de bandas como Blasters e Social Distortion, que misturam uma pegada country ao punk rock. Ou seja: Los Angeles é uma zona.

 

Morei na cidade no início dos anos 90, e ainda havia resquícios de uma cena “glam” fortíssima.

 

Era comum ir a um show e ver, na platéia, gente do Red Hot Chili Peppers, Poison, Motorhead e Suicidal Tendencies. Não lembro de ter visto uma briga sequer entre “tribos”.

 

Um dia, fui ver o Flaming Lips. Ao meu lado estava Brian Setzer, do Stray Cats. Dias depois, fui ver a big band de Setzer e sentei ao lado de Jimmy Page. Gene Simmons estava em outra mesa, a poucos metros. Um verdadeiro zoológico do rock and roll. E nesse zoológico, os animais mais brabos eram Tommy, Nikki, Vince e Mick.

Sou fascinado por artistas que criaram seus próprios universos, que parecem viver à margem da sociedade. E ninguém, nos anos 80, viveu mais “à margem” que esses quatro.

 

“The Dirt” é uma coleção de histórias sórdidas que faz “Hammer of the Gods”, do Zeppelin, parecer um manual de escoteiros. São lendas escabrosas sobre drogas fáceis e mulheres mais fáceis ainda.

 

Quando entrevistei o Motley Crue, perguntei a eles qual era a coisa mais sórdida que já tinham feito numa turnê. Tommy citou um concurso, entre os quatro, para disputar quem conseguia transar com mais mulheres e ficar mais tempo sem tomar banho – concomitantemente.

 

Não lembro exatamente os números, mas era algo perto de 40 mulheres em 20 dias sem chuveiro.

 

Dá pra perder um show desses?

Escrito por André Barcinski às 10h23

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Feiras que gostaríamos de ver

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um amigo disse que Sâo Paulo tem um evento de negócios a cada 5 minutos.

 

São feiras, congressos, palestras, exposições, encontros, de todos os tipos e tamanhos.

 

Mesmo assim, alguns grupos importantes continuam sem um evento específico. Aqui vai uma pequena lista de feiras que gostaríamos de ver:   

 

 

FECALVO

Feira Internacional de soluções capilares

Slogan: “O Brasil está careca de saber”

As maiores empresas nos segmentos de perucas, implantes capilares e sprays para coroinhas, reunidas num só lugar

Palestras: “Pouca telha era seu avô: a calvície em tempos de correção política” e “Telly Savalas: o Homem, o Mito”

 

EXNOB 2011

Feira VIP (apenas 3500 vagas) voltada ao segmento de formadores de opinião contrários à abertura de estações de metrô

Slogan: “Se metrô fosse bom, Miami teria”

As maiores empresas nos segmentos de carros de luxo, sistemas de vigilância, armas de fogo, soluções em arame farpado, personal stylists e jóias

Palestras: “Cidadania: a verdade por trás do mito”; “A farsa do aquecimento global” e “Elevador de serviço: 40 anos de uma conquista”

 

FURINA

Feira Internacional da Incontinência Urinária

Slogan: “Você não vai deixar escapar essa, vai?”

Os maiores fabricantes de urinóis, fraldas e tecidos impermeáveis, num evento imperdível

Palestras: “Marcel Duchamp, pioneiro da arte urinária” e “Penicos portáteis: a próxima geração”

 

BROCHEXPO

Feira Internacional de Soluções Eréteis

Slogan: “O Brasil não pode dar mole”

Mais de 300 expositores com um único objetivo: fazer o seu negócio crescer

Distribuição gratuita de máscaras para todo visitante. Não deixe a timidez atrapalhar seus negócios

Palestras: “O Brasil é pujante... só falta você!” e “A evolução das próteses: do bambu à fibra de carbono”

Escrito por André Barcinski às 09h26

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PERFIL

André Barcinski André Barcinski, é crítico da Folha, diretor e produtor dos programas "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Preliminares", no Canal Brasil, e co-apresentador do programa "Garagem", na Rádio UOL.

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